Ideias, imagens, reflexões da Professora Suely Monteiro


05/10/2016


Havia uma criança brincando no quintal.Era uma meninazinha franzina, cabelo desalinhado, feições frágeis, rostinho de anjo sofrido..mas brincava como ninguém.Com quem brincava?Com ninguém.No entanto, observando-a,tinha-se a impressão de que havia várias crianças a sua volta.A meninazinha pulava, agitava as mãos, olhava de um lado par o outro, sorria, jogava sua bola invisível para o nada..porém esse nada devolvia-lhe a bola que só ela enxergava..de repente,lá estava ela pulando corda..uma corda que somente ela enxergava..mas quem batia a corda?Ninguém..pelo menos não se via ninguém perto dela ou junto com ela..Eu fiquei observando a meninazinha por muito tempo, deleitando-me com suas diabruras, apesar da franzinidade e da fragilidade das feições.Quanta energia emergindo daquela garotinha aparentemente débil.Quanta força emanava de seu corpinho pequeno.Quanto brilho irradiavam seus olhinhos pequenos e apertadinhos em seu rosto angelical.Eu olhava e não entendia.Olhava e não sabia explicar as atitudes em relação ao que eu via ou julgava ver.De repente, uma voz me falou bem ao fundo de meu coração:o que você está vendo é a personificação da felicidade,mesmo diante das agruras da vida; o que você vê é a vitória sobre o sofrimento, sobre as dificuldades, é a quebra de barreiras da dor, para se  mergulhar na alegria.Continuei ali, observando a garotinha, deleitando-me com sua alegria.Meu coração foi ficando leve,meus pensamentos tristes foram abandonando-me aos poucos,meus olhos sorriam,minha vontade era também pular,correr, agitar meus braços,jogar bola,pular corda...Sim, eu estava feliz,apesar das dificuldades da vida..Eu me tornei,de repente, a garotinha franzina,feliz,feliz,feliz...

Escrito por sm.silva1943 às 06h06
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Escrito por sm.silva1943 às 05h36
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Outubro

Outubro:mês das crianças?Outubro rosa?Mês que antecede meu aniversário?Mês que lembra o Dia Mundial dos animais?Mês em que se comemora o Dia do Professor?Simplesmente,outubro.Um mês a mais no calendário.Um mês para se refletir sobre as mudanças ocorridas no cenário político, em termos municipais.Houve mudanças?Houve protestos?Houve manifestações?Protestos, manifestações, de uma forma democrática.O povo foi às urnas e, a seu modo, escolheu novos políticos, de partidos "anões" ou contrários a quem está no poder.De uma forma ou outra, cada um mostrou a sua vontade de mudar.Pena que houvesse tantas abstenções.Um domingo bonito, sem chuva, e muitos preferiram viajar, ficar em casa, a votar...Em nossa cidade, por exemplo, tínhamos candidatos ótimos para a Prefeitura e bons candidatos para a vereança.Bom seria se todos tivessem ido às urnas.Talvez a disputa ficasse acirrada e mais interessante.No entanto, quase 20,000 pessoas deixaram de ir às urnas.Creio eu, que obrigatório ou não, o Apaixonadovoto é o exercício da cidadania e a forma de se mostrar quem se deseja para governante.Errar na escolha?Só o tempo de gestão é quem dirá..

Escrito por sm.silva1943 às 05h32
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20/07/2015


Meu tempo em Cunha...no Sapezal...

Meu tempo com o professora no Bairro do Sapezal...Cunha...Sabe o que era mais belo na roça?Você nem pode imaginar, ou melhor, talvez imagine,mas não tenha certeza..O mais belo, lá na roça, era o entardecer...O sol se punha devagarinho...devagarinho..E a gente ficava feito boba a olhar aquele clarão bem vermelho, que ganhava nuances mais fortes à medida que entardecia...Aos poucos, o vermelhão cedia lugar ao acinzentado que ocupava seu espaço naquele imenso campo celestial.Devagarinho, o dia cedia lugar para a noite..E se era dia de lua cheia, meu Deus..mais boba a gente ficava.Imagine só: olhar para a montanha e ver surgir aquele luarão..amarelado, uma bola gigantesca, em todo seu esplendor..Era uma felicidade só!Era uma visão do próprio deus, em sua magnitude, presenteando-nos com a LUA CHEIA..e bota cheia nisso...Sabe por que era o espetáculo mais belo de ver? Porque não havia a claridade da luz artificial, não havia postes, não havia luz elétrica nas casas..só a natureza imperava.O céu cobria-se de estrelas..milhares..pequeninas luzes a nos dizer:sim..não...sim...não..sim...sim...sim...num pisca-pisca incessante..E a LUA tomando conta de tudo..,Meu Deus, que espetáculo magnífico..Juntando Dali, Monet, Manet, Van Gogh, Picasso, Di Cavalcanti...e todos os outros...o resultado era a OBRA DIVINA  inconstestável a nos dizer:"olhe, mire, veja".Você é um privilegiado..essa beleza EU criei para você, para o seu deleite, para lhe dizer o quanto EU amo você.Saudade de ver a Lua, sem nenhuma claridade artificial à volta!Só mesmo na roça,mas a roça onde a tecnologia ainda não predomina..É isso.

Escrito por sm.silva1943 às 18h16
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03/07/2015


Professorando em Cunha...

Aventuras em Cunha, ou melhor, no Bairro do Sapezal.Eu aprendera a andar a cavalo.Gostava de meu cavalinho cinzento com pintas brancas,espalhadas pelo dorso.Aprendi a andar sobre o cavalo "em pelo", ou seja, sem o arreio, somente com o cabresto.E como eu cavalgava!Bons tempos!Bons momentos!Boa diversão!Passeava com alunos, com as colegas do bairro., ia às festas(principalmente as do Divino Espírito Santo,que se concentravam em uma casa ,onde se servia um lauto jantar para vários convidados.E a música, o sapateado e outras danças típicas rolavam "soltos" a noite inteira.Eu só apreciava, porque não era conveniente que a professora aceitasse dançar com alguém(teria que dançar com todos que a convidassem;caso con trário,seria um problema dar a famosa "tábua".Na roça não existia isso.Eu era convidada para festas em vários bairros porque partilhava da alegria de todos, conversava, saboreava os pratos típicos, não fazia "caras e bocas" para dormir(quantas vezes dormi em esteira...era gostoso, depois que me acostumei).Voltando ao cavalinho cinzento.Mansinho...mansinho...Uma vez, chegou ao Bairro um cavaleiro, que chamava a atenção pelo cavalo que montava.Era um belo e fogoso cavalo marcahador.Enorme, de um marrom avermelhado, crina branca.Chamou-me a atenção e quis montá-lo.O dono permitiu, recomendando-me que não o esporeasse, pois o animal poderia dar um salto imenso e sair em desabalada.Cavalguei com cuidado, mas, em meio à caminhada, o cavalo refugou(não me lembro por quê..), suspendeu as patas dianteiras e quase me atirou ao chão(a sorte é que eu sabia me controlar no arreio).Foi uma correria danada para acalmar o animal e me tirar da sela.Desse dia em diante, ninguém mais me ofereceu ou me deixou montar um cavalo desconhecido, só o meu mesmo...Boa lição!

Escrito por sm.silva1943 às 13h14
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14/06/2015


Professorando em Cunha...no Sapezal

Momentos de susto.Passei momentos de susto, em algumas ocasiões em que trabalhei no Sapezal.Certa vez, voltando da escola, caminhando pela estrada, conversando com alunos que faziam o mesmo trajeto, de repente, uma criança grita:Corra,professora!É cobra!Não pensei nem a metade de uma vez.Corri como doida, e as crianças também.Corremos muito.Quando paramos, o aluno explicou; era um urutu, professora.Ele fica "em pé", na pontinha da cauda e dá um pulo na pessoa.Sei lá se era verdade ou mito.Só sei que corri e, a partir desse dia, andava sempre de bota até o joelho, por precaução.Outro susto: eu gostava de ajudar o pessoal da casa do Senhor Joaquim quando colhiam cana.O cuidado era evitar que a folha roçasse o braço ou qualquer parte do corpo- cortava e ardia muito.Um dia, estava eu colhendo a cana...de repente, um dos filhos do senhor Joaquim, o Roque, grita...pare,professora, fique bem quieta...finja-se de morta!Nem precisou falar mais...pareceu que eu morri ...de medo...Era uma cascavel,pronta para o bote.O filho mais velho do senhor Joaquim, o José(que tempos depois morreu ,picado por uma cascavel) matou-a.Eta vida complicade e aventureira...de uma professorinha do Sapezal..18 anos, 46 quilos...euzinha aqui...

Escrito por sm.silva1943 às 17h16
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Meu tempo como professora em Cunha...

As festas na escola do Sapezal eram organizadas por mim, auxiliada por algumas mães(sempre dispostas a colaborar).Eram festas simples, em datas comemorativas.As crianças se preparavam para ler, declamar, cantar.Quase sempre acontecia um bingo beneficente, e o dinheiro arrecadado era utilizado para arrumar a escola.Missas também se realizavam no pátio da escola, em virtude de Primeira Comunhão ou Crisma.Como eram gostosos esses dias!Toda a comunidade participava!Uma observação: quando fazíamos bingo, a maior parte das prendas era providenciada por meu pai-João Socó=que as conseguia em Guará, com amigos e conhecidos(o que não lhe faltava) e as enviava através do caminhão-leiteiro.Eu as buscava na estrada, sempre montada em meu cavalinho cinzento.Que aventura!

(...)Outra aventura.Quando eu ia às reuniões mensais, na cidade de Cunha, na escola Casemiro da Rocha, percorria mais ou menos 27 quilômetros, a cavalo.Havia um rapaz, Lucrécio, sobrinho do Senhor Joaquim, que me emprestava uma bela mula marchadeira para eu ir com mais segurança. Á noite, quando eu voltava da reunião, pelas dezenove horas ou mais,lá vinha eu, com capa de boiadeiro(que o rapaz me emprestava) e chapéu.Engraçado, às vezes, outros cavaleiros cumprimentavam: Boa noite,Lucrécio, e eu respondia, fazendo uma voz grossa:Boa noite!Era divertido quando eu pensava nisso depois.Na hora, que medo e preocupação.Mas,disfarçada de Lucrécio, sempre dava certo!Eta tempo de aventura!

Escrito por sm.silva1943 às 17h00
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Ainda me lembro do tempo em que fui para a cidade de Cunha, ou melhor , para a zona rural, para a "roça", no Bairro do Sapezal, a mais ou menos 22 quilômetros da estrada.De início, quando descia do ônibus, ou melhor, da "jardineira", alguém estava me esperando com um cavalo(só a cavalo para se chegar à casa que me hiospedava).Com o tempo, meu pai comprou-me, do Sr. Vavate, pai do professor Wilson(Coroné), um cavalinho cinzento, mansinhi,mansinho...Arriei, incrementei-o e, sempre que eu vinha para Guará(uma vez por mês), quando voltava, lá estava meu cavalinho à minha espera.Quando chovia, atravessávamos o rio Jacuí, com a água batendo na barriga do cavalo.Eu precisava colocar as pernas em cima do arreio para não me encharcar.Eta vida complicada,mas divertida!No bairro, eu morava na casa do Senhor Joaquim, que tinha esposa e 03 filhos.A comidinha feita era uma delícia, no fogão a lenha.Não havia luz, era lamparina ou lampião.Água esquentada no fogão.Banho de bacia.Café moído na hora, antes colhido na própria casa.Laranja apannhada no pé.Água em pote de barro.Às 04 ou 05 horas da manhã, eu acordava ao som de música sertaneja, de verdade, sem artifícios, sem muitos floreios, sem imitações... apenas a voz do "cantador" e da viola.Era bom!Quando era hora da aula,bem antes, lá ia eu, numa caminhada de mais ou menos 03 quilômetros até a escola.As crianças ficavam esperando(as mais das vezes, eu chegava primeiro).Aulas para 1ª, 2ª,3ª e 4ª série.Pode?Podia,sim.Era assim que se trabalhava na zona rural.Turmas divididas por série.Como? As crianças eram educadas, tranquilas, sabiam esperar a vez de receber atenção.Passava-se a lição para cada série. e as dúvidas iam sendo esclarecidas,aos poucos.A programação era feita pela professora, nada de apostila ou programação pronta.Para nos inspecionar havia um profissional da Direção do Grupo Escolar(na cidade de Cunha):chegava á escola, verificava os cadernos dos alunos, conversava com a professora, fazia perguntas á criançada e anotava o que fosse necessário.Se houvesse algum problema, alguma distorção, a professora era chamada pela Dona Filhinha, a Diretora geral(no Grupo escolar Dr.,Casemiro da Rocha).Graças a Deus, nunca passei por esse constrangimento...Amava lecionar.Nasci com alma de educador!Rindo a toa

Escrito por sm.silva1943 às 16h44
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27/02/2015


Vida Simples
Vida simples, simplesmente vida,nada mais que vida...
Vida lembra viver que lembra vivere que lembra vivência que lembra vivificar
Vida lembra vontade de renascer vontade de crescer vontade de progredir
vontade de partilhar vontade de solidarizar-se vontade de doar-se vontade de amar
Vida"-e a vida?E a vida o que é, diga lá meu irmão
ela é a batida de um coração.Ela é uma doce ilusão"- já dizia Gonzaguinha
em sua bela música sobre a Vida.
Batida de coração abatido cansado amuado deslocado tresloucado?
Batida de coração agitado energizado desesperado por amar?
Creio que esse é o meu coração.
Quero amar e ser amada
Quero amar e ser adorada
Quero amar e ser valorizada
Quero amar e ser endeusada
Quero amar e não ser esquecida
Ou quero simplesmente amar sem nada pedir sem nada exigir?
Simplesmente amar.
Essa sou eu.
7 horas e quinze minutos.Já estou amando...

Escrito por sm.silva1943 às 07h22
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A tarde se vai...a noite vem chegando aos poucos
A tarde se esvai
Vai a tarde...vem a noite
Devagarinho...devagarinho...
O dia, naturalmente,cede lugar à noite
sua companheira de caminhada.
As cores que inundam o céu, num brilho intenso
se transmutam em "milhares de tons de cinza"
Não há Sr.Grey..Não há Anastasia..
há pessoas comuns...há amores comuns...há vida comuns...
Há fantasias...há sonhos...há desejos infindáveis,intensos
mas, há realidade,muito mais que fantasias
há realidade muitas vezes:
chocante: corrupção,decapitação,homem-bomba,mulher-bomba
mensalão,Petrobrás,lutas raciais,lutas religiosas,pedofilia,
licitações irregulares, jovens que se drogam, AIDS..
Há também esperança..esperança que enche de palpitação
o ser humano
E faz com que ele sonhe...sonhe com um mundo melhor
pelo menos para os filhos.
Ah!Esperança!Fè!Crença!Deus!
E o dia se vai...e a noite vem...trazendo sono..sonhos...fé!
É isso.

Escrito por sm.silva1943 às 07h20
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14/02/2015


Chapeuzinho,Lobo Mau,Três Porquinhos e Caçador.

Mais história para crianças...

Chapeuzinho,Lobo Mau,Três Porquinhos e Caçador.

Era uma vez ...o  Lobo Mau que caminhava pela floresta, morrendo.....de fome...!Fazia uma calor danado.As árvores não aliviavam o calor.A caminhada era contínua e constante.Fazia horas que o Lobo Mau caminhava..Não encontrara nem água.Seria castigo por ele ser mau ?Ora,o que fazer?Ele nascera mau e mau continuaria sendo...

De repente, um movimento entre as árvores...O que seria?Quem seria?O lobo espreitou por entre as folhas e...o que viu?Uma menina toda de vermelho, com um gorrinho vermelho na cabeça e uma cestinha sob o braço direito..Pela estrada vou cantando,cantando e cantando...Quero chegar logo à casa da vozinha.Era isso que a menina cantarolava...Iria à casa da vozinha...sozinha...sozinha...Oh!Que momento bom, pensou o lobo e pensou num plano infalível, tão infalível quanto aqueles planos que o Cebolinha e o Cascão imaginam para vencer a Mônica.Tão infalível quanto o plano que uma turma “a favor do banho” inventa(numa das edições do Maurício de Souza) para fazer o Cascão tomar banho...e nada...Bem,voltemos ao plano do Lobo Mau.Querem saber qual o plano?Lá vai.

Ele caminhou bem devagarinho, sem fazer barulho algum e interceptou a passagem da menina de vermelho (a Chapeuzinho), cheio de mesuras:bom dia, bela garota!Como vai?Para onde vai?Quer que eu leve sua cestinha?Tome, essas flores são para você!E entregou-lhe um ramalhete de florezinhas que colhera na floresta (imagine só!).A garotinha ficou espantada, mas gostou do Lobo Mau, que ela julgou ser um lobobom(bem assim, junto).Ora, meu senhor Lobo!Obrigada pelas flores; vou à casa de minha vovozinha levar-lhe bolinhos de mandioca.Hummmmmmmmm!Adoro bolinhos de mandioca, resmungou Lobo mau...lobobom...Garotinha, eu acompanho você.Há muito perigo na estrada.Vamos!Vamos, antes que a noite chegue.

Então, Lobo Mau...lobobom e Chapeuzinho foram conversando.E a tarde cedia lugar ao anoitecer, bem devagarinho...De repente!Movimento na floresta!Quem seria?O que seria?Muito barulho!Ronc-ronc-ronc!Ronc-ronc-ronc!Vejam só!os Três Porquinhos!Mas eles não pertencem à outra história?Pertencem, mas agora..fazem parte dessa historiazinha.Então, eis que os Três Porquinhos chegam e se espantam vendo Chapeuzinho conversando animadamente com Lobo Mau...lobobom..Oi, garota, como é que você  pode conversar com esse mau caráter?E contam a história dos três porquinhos para a menina... que se espanta.Não imaginava que o lobobom fosse tão mau.Ah!Seu mentiroso!Tentando me enganar!Vamos,amigos!Vamos dar uma lição nesse danado!Vamos acabar com ele!Isso mesmo, vamos acabar com ele!Quem falou isso foi o caçador da história de Chapeuzinho, que apareceu de repente, pois estava procurando o lobo mau.Pegaram pedaços de pau e correram atrás do lobo.Este, só fez o que devia fazer..”.pernas pra que te quero”, ou melhor “patas, para que eu as tenho?”.Para correr, é claro!E o lobo fugiu desabaladamente..Era uma vez um Lobo Mau que resolveu enganar alguém...mas foi surpreendido...

 

E assim terminou a história...Quem quiser, que conte outra.

Escrito por sm.silva1943 às 18h08
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21/12/2014


Para ler, refletir e argumentar.

Textos para argumentar

Texto 1-

Grafite e Pichação

Desde os tempos mais primórdios, o homem conhece a importância do desenho para a evolução e o estudo de nossa espécie. É através das pinturas feitas nas cavernas e nos muros mais antigos que os estudiosos podem definir características da vida de nossos antepassados. Hoje em dia, porém, muitas pessoas definem os desenhos ao ar livre como sujeira.O nome “grafite” tem origem no italiano “graffito”, palavra usada para designar os desenhos de épocas remotas, feitos em paredes. “Graffite”, por sua vez, é o plural de “graffito” e serve para designar os desenhos elaborados ao ar livre em geral.

Ao contrário da pichação, o grafite é baseado em desenhos. Todas as letras e figuras utilizadas nas pinturas são pensadas, elaboradas, desenhadas e coloridas cuidadosamente, para que representem aquilo que o artista quer mostrar. Algumas pessoas, porém, parecem não perceber a diferença entre os dois estilos de arte. É o caso da Lei 9.605, sancionada em 1998, que criminaliza pichação e grafite. A principal diferença entre os dois estilos de arte é que o grafite é baseado em figuras, enquanto a pichação é baseada em letras.

As duas artes, contudo, têm um contexto social parecido. Elas visam intervir na paisagem urbana, fazendo com que a população reflita sobre o que está sendo representado ali. Apesar de andarem sempre às margens da sociedade, o caminho dessas duas artes se diferenciou nos últimos anos. Enquanto a pichação continua sendo discriminada, o grafite brasileiro ganha cada vez mais espaço, inclusive fora do país, onde nossos artistas são chamados para montarem diversas exposições. Hoje, o grafite brasileiro é considerado um dos melhores do mundo, se não o melhor.

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Texto 2-

A Diferença entre os dois:grafite e pichação

A pichação vem causando polêmica cada vez mais entre a sociedade. Então resolvemos colocar isso em debate.Vamos conhecer agora o que é o grafite e o que é a pichação.

Existe uma grande diferença entre grafite e pichação. A diferença é que grafite é considerado uma arte de rua, já a pichação não é considerada uma arte, e sim uma atitude de vandalismo. A pratica de pichar pode levar uma pessoa á cadeia durante muito tempo. A mais recente arma contra a ação dos pichadores é o artigo 65 da lei dos crimes ambientais, número 9.605/98, existente desde1998 e que estabelece punição de três meses a um ano de cadeia e pagamento de multa.

 As pessoas que têm o costume de pichar, disputam com outros pichadores para saber quem picha mais alto. Daí os prédios, praças,  edifícios públicos e privados ficam sujos.  Uma solução criativa para ev evitar a pichação é transformar os muros de edifícios em telas de arte.  Outra solução para acabar de vez com a pichação é levar os pichadores para conhecer a arte. Então é aí que aparece o grafite.  Os grafiteiros procuram tirar as pessoas da ´´malandragem´´ e levar pichadores para o caminho da arte.O grafite só é proibida quando não tem uma solicitação.   O grafite faz tanto sucesso hoje, que até recentemente o rei da Escócia mandou seus filhos contratarem alguém para renovar a pintura do castelo e eles resolveram chamar três grafiteiros brasileiros para fazer a obra-de-arte .

Também há uma diferença entre a pichação, pois ela não é respeitada por ninguém. E o grafite é respeitado porque trata-se de uma arte muito bela. Porém, mesmo que o grafite seja muito belo, tem gente que não gosta desse tipo de arte.

A PICHAÇÃO NA SOCIEDADE ATUAL

A pichação, por incrível que pareça, não pode ser tratada como simples caso, pois situa dentro de outros contextos da cidade. Quem é que nunca andou pelas ruas da cidade e nunca se incomodou com os desenhos pichados? Os rastros da pichação estão em tudo que se olha na cidade, tudo já virou alvo das latas de tintas e outros materiais usados para pichar. Geralmente, não todas, as pessoas que picham são membros de gangues. E isso acaba contribuindo para a violência nas ruas da cidade.O movimento dos pichadores é tão grande nas cidades, que o governo está tomando atitude de ceder muros para eles não picharem mais a rua. Afinal, pichação é o ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um patrimônio (público, privado) com uma lata de spray ou rolo de tinta.

Diferentemente do grafite, cuja preocupação é a ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios entre grupos. No geral, consiste em fazer algo que para eles é uma arte e para a sociedade é o ato de vandalismo.

O grafite define  um movimento, organizado nas artes plásticas. Apareceu no final dos anos 70 em Nova Iorque, como movimentos culturais das minorias excluídas da cidade. Com a revolução contracultural de 1968, surgiram nos muros de Paris as primeiras manifestações. Os grafiteiros querem sempre divulgar essa ideia.

...........................................................................................................................................Texto 3-

 Pichação: arte ou vandalismo?

Logo no inicio de 2014, fomos surpreendidos por uma notícia veiculada na mídia nacional: mais uma vez, obras de arte famosas foram alvo de pichações no Brasil. A estátua do famoso poeta Carlos Drummond de Andrade, que fica exposta em Copacabana, foi pichada por um casal que alegou estar deprimido.

Além de Drummond, o monumento a Estácio de Sá, no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, também foi alvo da ação e teve as marcas da depredação apagadas em um ato que faz parte da defesa da memória histórica da cidade. Vale ressaltar que o processo de limpeza de monumentos públicos custa caro e é difícil porque exige cuidados especiais, já que para cada tipo de tinta utilizada na pichação, há um removedor diferente.

Mas o que é a pichação? Uma arte urbana, sujeira, crime ou manifestação artística?  Vamos começar ressaltando que existe uma grande diferença entre grafite e pichação. O grafite é considerado uma arte de rua, muitas vezes uma forma pacífica de protesto. Já a pichação é uma atitude de vandalismo e tratada como crime. 

A prática de pichar é condenada pelo artigo 65 da Lei dos Crimes Ambientais, número 9.605/98, e que estabelece punição de três meses a um ano de cadeia, além do pagamento de multa àquele que "pichar, grafitar ou, por outro meio, conspurcar edificação ou monumento urbano". No entanto, há uma grande dificuldade em punir quem pratica tal ato, principalmente pela falta de provas, já que as práticas são cometidas durante as madrugadas.

Infelizmente, os rastros das pichações estão em todas as partes e na grande maioria das cidades brasileiras, sujando as ruas e, por muitas vezes, danificando os patrimônios públicos e privados. Inicialmente, tanto a pichação como o grafite foram considerados condutas penalmente reprováveis, pelo dano que causam ao ambiente, em razão da poluição visual. No entanto, na tentativa de coibir a ação dos pichadores, algumas cidades adotaram o grafite, que se difere da pichação por sua coloração e forma de escrita, para colorir muros de escolas, viadutos e espaços públicos.

Assim e de forma correta, a arte popular pode fazer parte das ruas, exibindo seu conteúdo e demonstrando que a estética é apenas uma questão de encantar as pessoas. A verdadeira arte, que não são as pichações que sujam e empobrecem as cidades, podem estar presentes no que antes era apenas um muro branco, sem qualquer atrativo.

Enquanto as pichações, aquelas realizadas por integrantes de gangues para marcar território ou simplesmente para fazer os pichadores serem conhecidos em seu meio, devem sim ser punidas como vandalismo, o que de fato são.

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(Textos compilados em sites diversos)

 

 

 

 

 

Escrito por sm.silva1943 às 11h26
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Interpretando texto.

 

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Análise de textos

 

 

 

A ERA DO AUTOMÓVEL


(João do Rio, Vida vertiginosa)

E, subitamente, é a era do Automóvel. O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações. Quando os meus olhos se abriram para as agruras e também para os prazeres da vida, a cidade, toda estreita e toda de mau piso, eriçava o pedregulho contra o animal de lenda, que acabava de ser inventado em França. Só pelas ruas esguias dois pequenos e lamentáveis corredores tinham tido a ousadia de aparecer. Um, o primeiro, de Patrocínio, quando chegou, foi motivo de escandalosa atenção. Gente de guarda-chuva debaixo do braço parava estarrecida como se estivesse vendo um bicho de Marte ou um aparelho de morte imediata. Oito dias depois, o jornalista e alguns amigos, acreditando voar com três quilômetros por hora, rebentavam a máquina de encontro às árvores da rua da Passagem. O outro, tão lento e parado que mais parecia uma tartaruga bulhenta, deitava tanta fumaça que, ao vê-lo passar, várias damas sufocavam. A imprensa, arauto do progresso, e a elegância, modelo de esnobismo, eram os precursores da era automobilística. Mas ninguém adivinhava essa era. Quem poderia pensar na influência futura do automóvel diante da máquina quebrada de Patrocínio? Quem imaginaria velocidades enormes na carriola dificultosa que o conde Guerra Duval cedia aos clubes infantis como um brinco idêntico aos balanços e aos pôneis mansos? Ninguém! absolutamente ninguém.

- Ah! Um automóvel, aquela máquina que cheira mal?

- Pois viajei nele.

- Infeliz.

Para que ele se firmasse foi necessária a transfiguração da cidade. E a transfiguração se fez:ruas arrasaram-se, avenidas surgiram, os impostos aduaneiros caíram, e triunfal e desabrido o automóvel entrou, arrastando desvairadamente uma catadupa de automóveis. Agora, nós vivemos positivamente nos momentos do automóvel, em que o chofer é rei, é soberano, é tirano.

 

1. “Para que ele se firmasse foi necessária a transfiguração da cidade”; a forma INADEQUADA da reescritura desse segmento do texto é:

A. Foi necessária a transfiguração da cidade para que ele se firmasse;

B. Para que ele se firmasse a transfiguração da cidade foi necessária;

C. A transfiguração da cidade foi necessária para que ele se firmasse;

D. Necessitou-se da transfiguração da cidade para que ele se firmasse;

E. Foi necessário, para que ele se firmasse, a transfiguração da cidade.

 

2. A frase que NÃO demonstra uma visão negativa do automóvel é:

A. “O monstro transformador irrompeu, bufando...”;

B. “...eriçava o pedregulho contra o animal de lenda”;

C. “parava estarrecida como se estivesse vendo um bicho de Marte”;

D. “rebentavam a máquina de encontro às árvores da Rua da Passagem”;

E. “aquela máquina que cheira mal?”.

 

3. “aspérrima educadora”; aqui temos uma forma erudita de superlativo do adjetivo “áspero”. O item abaixo que NÃO mostra uma forma superlativa é:

A. O automóvel é novo, novo, novo.

B. O automóvel é novo pra burro.

C. O automóvel foi bem rápido.

D. O automóvel é rapidão!

E. O automóvel teve novidades bastantes.

 

4. “O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha”; “Oito dias depois, o jornalista e alguns amigos, acreditando voar com três quilômetros por hora”. Os gerúndios sublinhados transmitem, respectivamente, idéias de:

A. modo e tempo;

B. tempo e causa;

C. causa e condição;

D. condição e meio;

E. meio e modo.

 

5. “aparências novas e novas aspirações”; a posição do adjetivo nesse segmento altera o seu significado. O mesmo pode ocorrer em:

A. cidade velha e velha cidade;

B. ruas esguias e esguias ruas;

C. lamentáveis corredores e corredores lamentáveis;

D. escandalosa atenção e atenção escandalosa;

E. morte imediata e imediata morte.

 

6. “Quando os meus olhos se abriram para as agruras e também para os prazeres da vida” apresenta uma antítese, ou seja, a presença de palavras de sentido oposto. O mesmo ocorre em:

A. “O outro, tão lento e parado que mais parecia uma tartaruga”;

B. “e triunfal e desabrido o automóvel entrou”;

C. “o chofer é rei, é soberano, é tirano”;

D. “Ruas arrasaram-se, avenidas surgiram”;

E. “A imprensa, arauto do progresso, e a elegância, modelo do esnobismo”.

 

7. “guarda-chuva” faz o plural da mesma forma que:

A. guarda-pó;

B. guarda-civil;

C. guarda-noturno;

D. guarda-costas;

E. guarda-livros.

 

8. “rebentavam a máquina de encontro às árvores”; a forma dessa mesma frase que ALTERA o seu sentido original é:

A. de encontro às arvores rebentavam a máquina;

B. rebentavam a máquina ao encontro das árvores;

C. a máquina era rebentada de encontro às árvores;

D. de encontro às árvores a máquina era rebentada;

E. rebentavam, de encontro às árvores, a máquina.

 

9. Os dois automóveis são citados no primeiro parágrafo do texto para:

A. mostrar a diferença entre os automóveis antigos e os modernos;

B. indicar a presença marcante do automóvel desde seu aparecimento;

C. demonstrar que o automóvel triunfou graças à imprensa;

D. revelar a pouca expectativa de futuro para o automóvel;

E. destacar as mudanças provocadas por eles no cenário urbano.

 

10. O autor do texto cita que “os impostos aduaneiros caíram” para indicar que:

A. os automóveis passaram a custar mais barato;

B. as pessoas deixaram de viajar de navio;

C. muitos automóveis chegavam aos portos;

D. não se cobravam impostos sobre automóveis;

E. o Brasil aboliu os impostos alfandegários.

 

 

GABARITO.
1: E. 2: D. 3: E. 4: A. 5: A. 6: D. 7: A. 8: B. 9: D. 10: A.

Escrito por sm.silva1943 às 11h20
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Eis o girassol de minha história!Não é lindo?

Escrito por sm.silva1943 às 11h10
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HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS
O girassol

Campo verdejante.Uma só flor dominando a paisagem:o girassol.

“O girassol é um símbolo da páscoa, apesar de poucas pessoas saberem. Girassol é um dos símbolos pascais menos conhecidos em algumas regiões. É, porém, muito rico em conteúdo: assim como para sobreviver a planta precisa ter sua corola voltada para o sol, do nascente ao poente, segundo os cristãos, os seres humanos devem estar voltados para o Sol-Cristo garantindo a luz e a felicidade.

Os girassóis dominavam a paisagem e alegravam os olhos de passantes, visitantes, crianças, adultos, namorados...

Martinha, uma garota de 10 anos, morava nos arredores e todos os dias passava pelo campo verdejante para olhar os girassóis.Acreditava que transmitiam” luz e felicidade” e que se viravam para acompanhar o sol.Mas, as flores eram lindas, ali no campo, sob o sol radiante, aquecendo-se, unindo-se em uma tonalidade amarela vibrante, que só Alguém superior poderia ter pintado...O resultado de tanta beleza pertencia àquele lugar.Ali estava o segredo das maravilhas da natureza e ali devia permanecer.

Um dia, Martinha resolveu convidar sua amiga Constãncia, de 13 anos, para também partilhar da magnitude oferecida pela mãe-natureza.Constãncia era diferente de Martinha, no que se referia às artes e à apreciação do belo.Era uma jovenzinha fútil, mais preocupada com vestir-se, com o ter, com a aparência...Talvez,Martinha a tivesse convidado para incutir-lhe um pouco de sensibilidade, de emotividade...Vamos ver.

Saíram de manhã, às oito horas, mais precisamente, quando o sol ainda estava baixo e a natureza  despertava sua beleza, endereçando-a para as pessoas.Caminhavam alegremente, conversando,rindo,contando piadas e casos da escola. Eram diferentes na sensibilidade...mas eram muito amigas.Martinha tinha a certeza de fazer da amiga uma apreciadora do natural, do que sobressai sozinho, sem artifícios...Será?

Chegaram finalmente ao campo.Martinha suspirava diante dos girassóis.Constãncia?Constância olhava, olhava,olhava, mas nada dizia.Seus olhos nada expressavam.Parecia entediada.Entediada? Sim.Aborrecida.Desanimada.Que pena!A amiga,mais emotiva, sentia pena porque a emoção é um sentimento fundamental, tornando as pessoas mais cheias de energia.Bom...voltemos á Constãncia.

De repente, nossa jovenzinha sem emoção disse alguma coisa.Tantas flores nesse campo e nenhuma lá em casa.Vou levar uma.Simples assim:vou levar uma.”Simples como um oi”.Sem emoção,sem brilho no olhar,sem curiosidade,sem nada.Vou levar uma.

Martinha reagiu dizendo, não, Constãncia, as flores pertencem ao campo,aqui devem ficar.Abertas,livres,voltadas para o céu,para o sol.Nada de fechá-las em casa, olhando para paredes, para janelas,para pessoas, presas em um vaso,veja só,um vaso...

Nada adiantou.Constãncia correu, cortou um girassol e pronto...carregou-o para casa.Encerrara-se o passeio.Martinha perdera a vontade de continuar.Não gostara da atitude da amiga.

Em casa...

O girassol no vaso.No vaso da sala,em cima da mesa de jantar.Olha para as paredes, para a única janela,para a toalha branca, para o teto também branco, para os enfeites,para as cadeiras.Pobrezinho do girassol.Onde está o sol?Onde está o céu?Onde estão os companheiros?Onde está aquele girassolzinho amigo, novinho ainda, que despontava do seu lado direito?Onde estão os passantes que o admiravam?Por que a jovenzinha o havia tirado de seu habitat?Por quê?Como fazer?Nada lhe restava.Restava-lhe,isso sim, ficar ali até quando pudesse...E assim se passaram alguns dias...

Martinha nem foi mais à casa de Constãncia para não ver o girassol preso a um vaso.Lembrava-se da história que a professora contara:” Flor de Girassol na Mitologia

Grega.

A Mitologia Grega apresenta uma lenda que explica o aparecimento da flor girassol. Clítia ou Clície, era uma ninfa que estava apaixonada por Hélio, o deus do Sol. Quando este a a trocou por Leucotéia, Clície começou a enfraquecer. Ela ficava sentada no chão frio, sem comer e sem beber, se alimentando apenas das suas próprias lágrimas. Enquanto o Sol estava no céu, Clície não desviava dele o seu olhar nem por um segundo, mas durante a noite, o seu rosto se virava para o chão, continuando então a chorar. Com o passar do tempo, os seus pés ganharam raízes e a sua face se transformou em uma flor, e continou seguindo o sol. A Mitologia grega conta que assim nasceu o primeiro girassol.”.

Mas,girassol não podia ficar em vaso?Ficar em vaso, sim, mas plantado, não colhido e em meio à água, como Constãncia fizera.E ela nem ligava para a flor.Nem ela nem ninguém na casa.Não apreciavam flores.

Martinha resolveu, depois de uma semana, ir à casa da amiga.Oh!olhou o girassol no vaso,ou o que restara dele.Caído, sem vida, folhas murchas, amarelo embaçado, miolo sem viço nenhum.Martinha chamou Constãncia,pediu-lhe o girassol(pedido que a amiga atendeu rapidamente-já estava cansada daquela flor sem graça.Martinha levou a flor para seu professor de Ciências.Será que poderia aproveitar as sementes da flor?Como fazer? Conseguiria revivê-lo?

O professor Demóstenes deu-lhe a seguinte explicação:”  as flores férteis estão no centro e são verdes ou purpúreas e as de borda, inférteis, em geral amarelas”.Poderiam até tentar aproveitar as sementes, contudo, as flores férteis estavam mortas.Não haveria possibilidade de reviver ou aproveitar aquele girassol.Pena!E o professor deu-lhe mais explicações:” É uma planta de ciclo de 4-5 meses e é preciso semear todos os anos.A semeadura deverá ser feita direta, isto é, em canteiros preparados, pois o girassol não tolera bem o transplante.Necessita de muito sol, solos profundos e férteis assim como de regas regulares no período de crescimento.A melhor época de proceder a esta técnica é no verão.”

Para incentivar a amiga Constãncia, Martinha teve uma ideia: convidou-a para fazerem um trabalho em Ciências, para nota de bimestre, e o tema seria:”Como plantar e cuidar do girassol”.Sendo primeiro bimestre, poderiam fazer um trabalho teórico, no início e a prática seria desenvolvida até o final do ano, aproveitando o canteiro do colégio.Quem sabe, até o final, haveria pelo menos um girassol na escola.Constãncia até que gostou da ideia.Empolgou-se com o trabalho(ou com a possibilidade de uma boa nota?).Não interessa.O fato é que aderiu ao projeto.A teoria foi excelente.Ela pesquisou tanto quanto Martinha.O resultado? Bem, o resultado...já que é uma planta,cujo ciclo de semeadura é de quatro ou cinco meses...no final do ano:UM BELO GIRASSOL  no canteiro da escola.

 

 

 

 

 

 

Escrito por sm.silva1943 às 11h03
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